DocAuto
Plataforma de geração automatizada de documentos — disponível e atualmente em validação de posicionamento.
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O DocAuto começou em uma tarefa recorrente: abrir um documento existente, substituir nomes, datas e valores e salvar uma nova cópia. O sistema usado pela empresa não atendia essa parte da operação. O preenchimento manual consumia tempo e permitia que um campo antigo permanecesse no arquivo final.
Por que existe
O problema não era criar um documento isolado. Era repetir o mesmo documento dezenas de vezes com dados diferentes, mantendo a estrutura e a formatação.
No DocAuto, o modelo é preparado uma vez. Depois, uma planilha fornece os dados de cada documento e a plataforma executa a geração em lote. Isso reduz o trabalho de copiar e colar e evita que um arquivo anterior seja usado como base sem que todos os campos sejam atualizados.
O que resolve hoje
- Criação de templates com campos mapeados
- Importação de dados em CSV ou XLSX
- Geração de documentos em lote
- Conversão dos arquivos para PDF no mesmo fluxo
- Operação por interface ou por um agente via Model Context Protocol (MCP)
O servidor MCP está publicado no PyPI. Com ele, um agente pode solicitar a geração e a conversão de documentos como uma etapa de outro processo, sem depender da interface da plataforma.
Os testes mudaram o motor de conversão
A primeira abordagem tentou agrupar conversões em lotes com Gotenberg. Os testes de uso não entregaram o equilíbrio esperado entre concorrência, custo e fidelidade do documento.
O motor foi substituído por Unoserver. A decisão e os resultados ficaram registrados em use-case-tests, incluindo a tentativa descartada. Os mesmos testes sustentam a capacidade de executar mais de mil conversões simultâneas no cenário medido pelo projeto.
Essa medição descreve o teste registrado, não uma promessa de capacidade para qualquer infraestrutura ou tipo de documento. Carga, template e recursos disponíveis continuam influenciando o resultado.
O produto foi construído antes de o público estar definido
O DocAuto resolveu o problema que originou o projeto, mas foi apresentado inicialmente como uma plataforma de automação de documentos para qualquer pessoa ou empresa. Esse posicionamento não indicava qual fluxo deveria receber mais profundidade nem por que alguém escolheria o produto em vez de uma solução já estabelecida.
A discussão da issue 85 começou com a publicação de um add-on no Google Workspace Marketplace e levou a uma revisão do posicionamento. A pesquisa indicou demanda por automação de documentos, mas não confirmou que uma ferramenta genérica seria uma oferta suficientemente diferenciada.
O erro foi avançar no produto antes de validar um público específico. Acrescentar funcionalidades não resolveria essa falta de recorte.
As decisões atuais priorizam a validação
| Decisão | Alternativa | Motivo | Custo |
|---|---|---|---|
| Manter a plataforma disponível | Encerrar a infraestrutura | Preserva a base técnica e os canais existentes | Exige manutenção mínima |
| Pausar funcionalidades genéricas | Continuar ampliando o produto | Evita investir sem um fluxo de cliente validado | A evolução técnica fica mais lenta |
| Procurar um nicho antes de retomar o roadmap | Atender qualquer caso documental | Permite aprofundar um problema recorrente | Reduz o mercado inicialmente considerado |
Estado atual
A plataforma continua disponível. O add-on do Google Sheets e o servidor MCP permanecem preservados, e a infraestrutura é mantida sem custo operacional relevante no estado atual.
O próximo passo não é adicionar outra funcionalidade. É encontrar um grupo que tenha um fluxo documental frequente, entender quanto o processo manual custa e verificar se o DocAuto resolve uma necessidade pela qual esse grupo pagaria.
Se essa validação acontecer, o roadmap será definido pelo fluxo observado. Até lá, o projeto permanece operacional, mas sem a afirmação de que o posicionamento comercial já está resolvido.